Review: Vanquish. Rápido, alucinante e cheio de ação!

23 10 2010

Quando Gears of War inovou um gênero no início da atual geração de consoles, um novo filão surgiu no universo dos games, e como natural consequência muitos outros títulos “parecidos” acabaram sendo lançados.
Tivemos vários exemplo, como Army of Two, Kane & Lynch, ou mais recentemente o decepcionante Quantum Theory, que não é nada mais que uma cópia mal feita e sem polimento do jogo da Epic.

Quando Vanquish foi anunciado, honestamente todos devem ter pensado se tratar de apenas mais uma cópia com pouca inspiração. Felizmente, essa impressão foi se modificando à medida que novos vídeos e até mesmo a demo jogável foi liberada; já que o produtor Shinji Mikami (criador de Resident Evil) esbanjava qualidade em todos os aspectos.

Ação rápida e vertiginosa

Como poderia um game se destacar em meio a tantos outros de um mesmo gênero já tão explorado? Exatamente como fez a Epic com Marcus Fenix: inovando. Em Vanquish você joga com Sam, um supersoldado americano que ganha habilidades sobre-humanas após vestir seu super traje de combate.
Apesar de trazer a mesma essência dos games concorrentes, aqui a ação se dá de maneira rápida e intensa como nunca se viu. Ainda é possível usar coberturas para se abrigar nos tiroteios, mas garantimos que esses lugares só servirão como locais para breves pausas entre um deslocamento e outro.
A principal habilidade é chamada de AR, que faz com que seu personagem possa se deslocar de maneira muita rápida pelo ambiente, ou ainda deixar tudo em câmera lenta facilitando e muito a vida do jogador.

E é exatamente aí que Vanquish se destaca. Há muitas maneiras de exterminar seus inimigos usando as habilidades da “roupa de alta tecnologia”. Tudo é muito rápido e compensador. É bacana ver inúmeros inimigos na mesma tela, e com alguma habilidade dizimá-los em poucos segundos. Existirão momentos que se parecem até mesmo com as cenas clássicas dos animes, quando o personagem principal golpeia a todos e depois disso as vitimas despencam derrotadas.
Outro ponto que merece grande destaque são as batalhas contra os enormes chefões. Todos os confrontos são inteligentes, intensos e bastante desafiadores. Cada adversário tem seu ponto fraco e uma maneira certa de ser abatido – que geralmente combina estratégia, empenho e um bom uso das técnicas AR.
Os gráficos são fabulosos. Não só pela qualidade das texturas, mas também pelos modelos poligonais, os ambientes e especialmente a maneira rápida e fluída como tudo é apresentado ao jogador na tela. Não existem momentos de lentidão, cada inimigo derrotado resulta em um verdadeiro show pirotécnico, especialmente os chefes, gerando efeitos poucas vezes vistos mesmo nos dias de hoje.

Faltou o multiplayer

A jogabilidade de Vanquish beira a perfeição, com comandos precisos, boa mira e uma câmera amiga, que nunca deixa na mão. Um aspecto diferente é que não existem “trocentas” armas pelo caminho. Sam usa apenas uma arma mutável que pode alternar entre o equivalente a uma calibre 12 ou um rifle de longo alcance. O efeito da arma “se transformando”, além de ser bonito de ver, é também rápido e contribui consideravelmente para o desempenho nos combates.
Infelizmente, entretanto, o game é curto. Muito curto. Curtíssimo. A maioria dos jogadores não devem demorar nem 5 horas para terminar a campanha. E para pior tudo não existem modalidades multiplayer em Vanquish. Uma pena porque podemos imaginar o quão frenéticas seriam essas partidas.

Se um jogo pequeno em longevidade não é problema para você, Vanquish é sem dúvida um dos melhores títulos do gênero. Pode não ser tão divertido acertar um “headshot” em um robô como é fazê-lo em um Locust em Gears of War, por exemplo, mas não há como negar que o jogo tem seu diferencial e potencial para ser lembrado no futuro.

Plataformas: Xbox 360 e PlayStation 3
Produção: SEGA
Desenvolvimento: PlatinumGames
Jogadores: 1
Gráficos: 9,5
Som: 8,0
Replay: 5,0
Jogabilidade: 8,5
Diversão: 9,0
NOTA FINAL: 9,0

Fonte: PopGames

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2 responses

22 12 2011
Admardo Siqueira

Gostei do Game, mas achei que as ações repetitivas.

31 12 2011
Márcio Romão

tambem achei, foi uns dos jogos que mais gostei de ação…

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