Review: Castlevania Lords of Shadow; Gabriel Belmont humilha Kratos?! (Ps3/Xbox)

9 10 2010

Castlevania é uma série criada nos anos 80 e amada por muitos desde então. E como toda franquia famosa, sempre foi conhecida por características fortes que a distinguia de todas as outras. No caso do jogo da Konami, era fácil notar elementos como: a dificuldade elevada, o clima gótico com vampiros e monstros e a exploração com inimigos que sempre estão na mesma sala fazendo o mesmo trajeto.
A série chegou ao auge com Symphony of the Night no primeiro PlayStation, e ainda em 2D conquistou novos fãs e cativou os veteranos com uma jogabilidade marcante. Várias outras boas versões saíram após SoN, a maioria delas em consoles portáteis, mas o fato é que a série nunca se saiu muito bem no universo totalmente em 3D e os resultados não tinham tanta inspiração.

Agora, com o apoio do mestre Hideo Kojima, a série parece ter alcançado um nível de qualidade invejável dentre os recentes lançamentos, mas infelizmente perdeu muito de suas características que tanto davam identidade aos games anteriores.
God of War com “cobertura” de Castlevania
Castlevania: Lords of Shadow é sem dúvida excelente. O cuidado dos produtores ficam nítidos em todos os aspectos do game, sejam nos gráficos, dublagens, jogabilidade, cenas animadas, conteúdo e tantos outros aspectos. Porém algo deve ser mencionado: pouco tem que o remeta à um legítimo Castlevania.
Essa nova jornada se trata de uma aventura em 3D em terceira pessoa, com foco nos combates e resolução de quebra-cabeças, inevitavelmente comparável com God of War e tantos outros clones do gênero. Existem sequências simples de plataforma, escaladas e muita, muita ação.
O game é longo, intenso e traz batalhas memoráveis contra chefões. No entanto, infelizmente, tirando algumas armas, um ou outro inimigo e o sobrenome do personagem principal, não se parece em nada mais com um Castlevania de verdade.
Voce é Gabriel Belmont, um membro da Irmandade da Luz que deve conseguir a qualquer custo a máscara de Deus, um artefato capaz de trazer os mortos de volta à vida. O principal interesse do herói, além de evidentemente não deixar que o artefato caia em mãos erradas, é ressuscitar sua amada que foi assassinada no início da aventura.

Porque nem tudo que é bom dura pouco
Sua arma principal é a Combat Cross, uma mistura de cruz e chicote que funciona como as “Blades of Fury” de Kratos em God of War; e que também lembra Heavenly Sword e Dante´s Inferno. Os combates são baseados em combos e algumas (pequenas) doses de estratégia. Os inimigos menores são facilmente abatidos, já os maiores exigem uma certa “tática” para serem derrotados. Existem magias e armas secundárias, como as clássicas facas ou a água benta, que ainda conseguem fazer uma “menção honrosa” aos tempos clássicos.
Alguns chefes são verdadeiros Titãs, com batalhas que lembram os inimigos de Shadow of the Colossus e com escaladas de tirar o fôlego. Esses duelos desiguais trazem uma ótimo sensação de dever cumprido ao serem vencidos. Na verdade as batalhas contra chefes gigantes é o ponto alto do título. Além disso, o cuidado da produtora com a história fica bastante evidente. Tudo desde os dubladores até mesmo os textos em si expressam essa preocupação.
A narração é feita por ninguém menos que Patrick Stewart (o professor Xavier dos filmes X-Men) e a dublagem do herói Gabriel fica por conta de Robert Carlyle (que protagonizou Extermínio 2). Os gráficos estão espetaculares, com um trabalho de arte impecável e efeitos especiais como luz e sombra de cair o queixo. A jogabilidade funciona bem, e os controles são excelentes, mas fica a ressalva para alguns momentos em que a câmera insiste em atrapalhar.

Lords of Shadow é bastante longo, são em média 15 a 20 horas para terminá-lo na dificuldade normal e sem conseguir todos os itens secretos. Uma boa duração para um game de ação em terceira pessoa.
A versão para Xbox 360 vem em dois DVDs que devem ser trocados na segunda metade da aventura, porém a versão para PlayStation 3 (com apenas um disco Blu-ray, é claro) tem loadings um pouco mais demorados.
Como dito, Castlevania: Lords of Shadow está mais para um concorrente de peso para God of War do que uma sequência que justifique ser um Clastlevania como conhecemos. De qualquer forma já é um dos melhores lançamentos do ano, e dessa forma não deve em momento algum passar batido pela sua coleção.

Plataformas: Xbox 360 e PlayStation 3
Produção: Konami
Desenvolvimento: MercurySteam
Jogadores: 1
Gráficos: 9,0
Som: 9,0
Replay: 8,0
Jogabilidade: 8,5
Diversão: 8,5
NOTA FINAL: 8,5

Veja os primeiros 15 minutos do jogo…

Fonte: Pop

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2 responses

16 10 2010
Professor do Unicórnio Dourado

Como que compara Kratos com esse Gabriel animê ai! O cara usa um casaco vermelho de plumas de flamingo e cabelo emo. E ainda usa um chicotinho de dominatrix!
Kratos sim é cara macho pra caralho!
Enquanto Gabriel faz a barba com gilete sensor e espuminha de barbear, Kratos faz com as lâminas do Caos e à seco!
Perto do Kratos esse protagonista do Castlevania parece uma gazela saltitante e feliz!!!

16 10 2010
Márcio Romão

kkk Kratos já era!!! ja ta batido igual Gears of War!!!

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