Review: "Halo: Reach" – leia a análise definitiva sobre o jogo (Xbox)

25 09 2010

A franquia Halo teve sua ascensão marcada pelo lançamento de Halo 3, que em questão de segundos tornou-se o título mais importante do Xbox 360. Três anos se passaram e Reach chega para repetir o feito histórico no console da Microsoft. E consegue. A Bungie não só superou todos os outros jogos da série, mas também deu vida ao FPS que mais próximo chegou da palavra “perfeição”.

Invasão alienígena

Reach é o nome do planeta dos supersoldados Spartan. Mas, como todas as grades fontes de riqueza e poder de qualquer ficção, se vê inesperadamente invadida por uma raça quase infinita de aliens armados até os dentes. E assim começa a maior guerra de Spartan vs. Covenant de todos os tempos.
Com naves de frotas e mais frotas inimigas surgindo de todas as partes do céu, sua missão fica clara desde o inicio: proteger o seu lar e salvar toda a humanidade da completa destruição.

Covenant, aliás, é a terrível espécie alienígena que quer derrubar Reach a qualquer custo. Durante o jogo você vai enfrentar oito tipos deles, a maioria já bem conhecidos da franquia – como os lideres Elites, aqueles que usam uma espada de energia altamente letal, os mais fortes e perigosos da raça.

Acabe com eles, Noble Seis

Antes de começar a campanha principal – que pode ser jogada de três maneiras: sozinho; com um amigo em tela dividida local; ou com um amigo online pela Live -, você deve personalizar a armadura de seu Spartan.
As opções são muito legais e vão desde cores primarias e secundárias, passando por vários tipos de capacetes e acessórios para os ombros, peitoral, pernas e tudo mais. O soldado que fizer (que pode até mesmo ser uma mulher, se preferir) é o que você vai jogar durante todo o tempo na campanha ou nos modos multiplayer.
Durante a historia você será chamado de Noble Seis – Noble é o nome de sua equipe Spartan que tem a missão de destruir a ameaça Covenant. Como se trata de um prequel (ou seja, antes dos acontecimentos do primeiro Halo), “Halo: Reach “ infelizmente não tem a participação do lendário Master Chief, mas ao menos você pode destravar a voz dele para o seu protagonista Noble Seis.

Em português é sempre melhor

Por falar em vozes, vale lembrar que Halo: Reach foi totalmente traduzido para o português do Brasil. Em um esforço digno de aplausos, o título já está disponível oficialmente no país com caixa, manual, menus, legendas e áudio em nosso próprio idioma.
Durante todo o tempo nos confrontos você vai ouvir frases dos seus companheiros e até algumas piadinhas como “os bons alienígenas são os que estão mortos”. Nem sempre a intonação é coerente, entretanto – um soldado pode estar a beira da morte e dizer em tom sério “afaste-se de mim seu filho da mãe nojento”.
Ainda assim, o trabalho de dublagem é excelente, as vozes são claras e sem sotaques e o sincronismo labial (pouco usado, já que na maioria das vezes os personagens estão de capacete) também convence. Em resumo, ver e ouvir tudo em português brasileiro é uma grata adição à experiência.
O empenho da Microsoft em apoiar o mercado nacional vai se intensificar ainda mais com a chegada da Xbox Live ao Brasil em outubro de 2010.

Da terra ao espaço

Os tempos mudaram, os jogadores estão mais exigentes, e hoje em dia um FPS precisa ser muito mais do que um simples jogo de "atirar sem parar". Neste ponto, a desenvolvedora Bungie foi muito feliz: Reach é tiroteio puro, mas muito bem equilibrado e com missões sempre diferentes.
A equipe Noble começa nas florestas, descobrindo aos poucos o poder Covenant chegando ao planeta, vão explorando novas regiões (gélidas, tropicais etc), depois construções civis, grandes fortalezas e finalmente o próprio espaço sideral.
Para se ter uma ideia, uma das missões acontece em orbita e a gravidade zero abre um leque inédito de estratégia para combater os intrusos. Outras se passam pilotando naves espaciais com mísseis (em uma sequência no melhor estilo Star Wars).
Dando continuidade aos games anteriores, em Reach você não só andará a pé, mas também vai dirigir muitos veículos terrestres, unidades de infantaria, espaçonaves e caças.

O armamento é outro ponto forte. Para sobreviver em meio a esta grande guerra, o Noble Seis vai usar armas clássicas e outras inéditas e destruidoras como os lasers de calor de longa distância. Ao todo são mais de 20 opções.

O toque épico de sempre

A Bungie tem o dom de tornar os títulos da série Halo sempre épicos de uma forma ou de outra. Em Reach não é diferente: as músicas são belas composições que ditam a atmosfera do enredo; as sequências animadas apresentam câmeras, diálogos e interpretações dignas das melhores produções do cinema mundial; e a linha de raciocínio que o jogo segue também parece um filme que não queremos que termine.
De forma geral, toda a arquitetura do cenário e personagens contribuem para deixar qualquer jogador com a sensação de “puxa, estou jogando uma coisa importante”. Este certamente também foi o pensamento do equipe de produção, afinal estamos falando do último Halo pelas mãos da Bungie. Quase dá para sentir o carinho que eles tiveram para concluir esse ciclo de trabalho de tantos anos.
Quem gosta de comparar gráficos vai ficar um pouco desapontado, Reach recebeu um acabamento ainda mais primoroso do que Halo 3 ou ODST, mas não há diferença gritante. Basicamente todas as armas e veículos receberam uma leve atualização no design e alguns efeitos mais generosos foram adicionados.

Comunidade invejável

E é óbvio: o modo online está todo lá. Gigante, completo, cheio de recursos e personalização para as partidas. Se você tem uma conta Gold na Xbox Live, Reach é um jogo praticamente infinito. Já que desde as edições mais antigas é uma das opções mais bem estruturadas no gênero FPS online.

Mas o mais legal mesmo é que a interatividade online não para no simples confronto. Por exemplo, como já dito, a partir da sua lista de amigos você pode combinar de jogar a campanha principal do inicio ao fim cooperativamente.
Já no modo Cinema, é possível gravar vídeos (ou tirar fotos) de qualquer partida ou capítulo da campanha e compartilhá-los com jogadores de todo o mundo.
Fez uma destruição em massa? Realizou saltos e manobras impossíveis com um veículo? Ou simplesmente quer mostrar o quão legal é o visual do seu Spartan? É só publicar o vídeo criado no modo Cinema – ou então fazer o download dos desempenhos de outras pessoas e assim aprender novas técnicas. Tudo isso no Xbox 360, e sem nem sair do jogo.
Os arquivos ainda podem ser sincronizados com uma conta na Battle.net para acessá-los do computador – se assinar a conta Pro, poderá transferir tudo para o PC e até colocar no Youtube.

Com tudo isso, fica difícil achar no título algum momento repetitivo ou cansativo. Quando menos imaginar, já terá se passado a média de 8 horas necessárias para concluir a campanha. É curto? Sim. Mas é tão bom, tão épico, tão intenso, que é preferível ser assim do que ter toneladas de horas a mais de tiroteio sem sentido e cheio de enrolação. Sem falar que depois é só conectar na Xbox Live para continuar jogando com os amigos, inimigos e desconhecidos.
Apenas uma pequena ressalva quanto ao modo principal: infelizmente faltaram aqueles vários robôs gigantescos para explodir. Agora o clima é muito mais de “guerra” no sentido clássico da palavra, e os Covenant estão em número infinitamente superior…
Halo: Reach sozinho faz valer a pena a compra de um Xbox 360, principalmente para quem gosta de jogar online. O trabalho do time de desenvolvimento está completo. E não poderia ficar melhor. Parabéns e muito obrigado, Bungie.

Fonte: Pop

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One response

22 12 2011
Admardo Siqueira

Excelente game!!!!

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